Geada e temporais causam prejuízos nas lavouras gaúchas

Imprimir
AddThis Social Bookmark Button

Nos últimos dias os agricultores gaúchos vêm contabilizando os prejuízos causados por geadas e granizo nas lavouras. A safra 2015/2016, especialmente nas lavouras de trigo, milho, e culturas permanentes como a uva, maça, pêssego, ameixas e os citrus, sofreu significativos estragos em decorrência das alterações climáticas. De modo geral, os efeitos foram mais sentidos nas lavouras com mudas em estágio de brotação inicial, e na fruticultura nas plantas em floração.

Diante disso a Fetraf-RS orienta os agricultores que tiveram perdas, a procurarem a assessoria técnica da Emater, cooperativas e sindicatos para diagnosticarem a situação e decidirem juntos pelo acionamento ou não do seguro agrícola. Em alguns casos é viável acionar, mas em outros casos não. Ao aderir, o custo do seguro para o próximo ano sobe 0,5%.

Luta da Fetraf pelo Seguro da Agricultura Familar

Diante o histórico de instabilidade climática e das perdas ocasionadas para os agricultores familiares a FETRAF luta há algum tempo pela ampliação do SAF (Seguro da Agricultura Familiar) que já existe e funciona, mas precisa ser revisto e ajustado para que suas coberturas abranjam as necessidades do agricultor.

“Sempre é importante frisar a importância dessas politicas públicas para a agricultura familiar, especialmente nesses momentos de problemas climáticos. Temos a geada e o granizo no sul, e a seca no nordeste, dentre vários outros fenômenos. Portanto a FETRAF briga constantemente para melhorar o seguro agrícola, uma vez que se as lavouras forem  atingidas, os agricultores terão que fazer o replantio sem cobertura prevista pelo seguro. O agricultor terá que comprar todos os insumos com recursos próprios”. Destacou Celso Ludwig, o coordenador de políticas agrícolas da FETRA/BRASIL.

“É preciso fazer alterações nas regras do seguro, de maneira tal que em caso de perdas, o agricultor seja ressarcido e replante com total apoio do seguro. Estamos acompanhando de perto essa briga. Já fizemos contato com o Diretor de Crédito do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) Joao Guadagnin para informar todas as dificuldades enfrentadas pelos agricultores nesse aspecto”.

Informações: Fetraf-RS e Fetraf-Brasil