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Fetraf-Sul aprova o comércio justo para produção de soja da agricultura familiar Imprimir
Escrito por Webmaster   
29-Out-2008

Para tratar sobre o comércio da soja produzida pela agricultura familiar, a Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar) foi convidada para participar de seminários e encontros na Europa e foi representada pelo Coordenador do Programa Soja, Norberto Citon e pelos assessores técnicos da Fetraf-Sul, Demilson Fortes e Rui Valença.


 

Um dos destaques desta viagem foi a formalização da aprovação do dossiê do comércio justo da soja não-transgênica e orgânica da agricultura familiar. Esse sistema conhecido como Fair Trade (Comércio Justo) é um processo onde um produto é comercializado seguindo algumas regras específicas aprovadas em conjunto entre várias entidades de representação mundial. Essas regras certificam instituições, organizações, cooperativas através de um selo que comprova que esse produto respeita regras de preservação ambiental, responsabilidade social e  garante que o produto atenda as regras especificadas no acordo internacional.

A Fetraf-Sul após vários contatos internacionais formalizou o pedido para a certificação da soja da agricultura familiar, contratou uma consultoria para viabilizar esse projeto e aprovou a idéia do Fair Trade. A partir de agora para fazer parte deste acordo, a Fetraf-sul estará dialogando com os agricultores familiares dos três estados do Sul que produzem soja orgânica e não-transgência associados em cooperativas e organizações para solicitar a certificação internacional que é fornecida pela FLO (Fair Trade Labelling Organizations).

Esse comércio justo é a garantia para os agricultores de um pagamento justo pelo seu produto. Para se ter uma idéia, hoje, o acordo prevê o preço mínimo de U$ 22,00 a saca de soja não-transgênica e U$ 29,00 a soja orgânica, quando a soja comum paga por saca U$ 10 a 12,00, historicamente, pela bolsa de Chicago. Além do preço individual, para estimular a organização comunitária, está previsto a premiação por tonelada vendida. Por exemplo, a cada tonelada de produto vendido a instituição recebe pela soja convencional mais U$ 25,00 e a soja orgânica U$ 35,00.

 

Contatos internacionais

 

Norbeto Citon destaca a importância de se realizar contatos e negociações com empresas com potencial de compra de soja, como IMCOPA. "Percebemos que os consumidores europeus estão cada vês mais exigentes com relação a responsabilidade ambiental e social, isso exige dos agricultores familiares, das cooperativas e das empresas de produção que fazem parte deste processo, uma adaptação a esta tendência. Por isso a Fetraf-Sul busca parcerias pois quem mais atende esse propósito são os agricultores familiares", destaca.

"Na Europa existe uma rejeição por parte dos consumidores aos transgênicos e isso abre portas para produção não-transgênica da agricultura familiar", afirma Citon. Para ele, cresce no mundo e na Europa em particular conceitos de responsabilidade sócio-ambiental e de qualidade de produtos, e isso abre caminhos para a agricultura familiar brasileira, que o seu perfil dialoga com esses critérios.

 
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