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Irrigação é o foco do Plano Safra

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FREDY VIEIRA/JC
Mainardi diz que perdas com a seca justificam preocupação
Mainardi diz que perdas com a seca justificam preocupação

O Plano Safra Estadual 2012/2013, que será anunciado em julho, deverá prever mais recursos para investimentos em irrigação pelos agricultores gaúchos. Essa é a expectativa dos representantes do governo do Estado que participaram da apresentação do balanço da edição 2011/2012 do plano, realizada ontem no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, em Porto Alegre.

Desde o ano passado, o Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que construiu um Plano Safra local, complementando o programa realizado anualmente pelo governo federal. O balanço apresentado ontem pelo governo foi uma análise parcial referente ao período entre julho e dezembro de 2011 - a vigência do atual Plano Safra vai até junho deste ano. “Tivemos cuidado de não anunciar um conjunto de medidas que não pudessem ser cumpridas, e como resultado vemos que elas estão sendo rigorosamente executadas”, destacou Luiz Fernando Mainardi, secretário da Agricultura.

Segundo Mainardi, a experiência do Estado com a estiagem, que reduziu de forma significativa a safra de grãos, mostra que o governo e os produtores têm que investir mais na irrigação e em mecanismos que permitam uma maior previsibilidade do clima e da produção agrícola. “A irrigação é uma prioridade de governo, demos continuidade ao Plano Estadual de Irrigação da Secretaria de Obras, e abrimos novas frentes, como o programa ‘Irrigando a Agricultura Familiar’ e o ‘Mais Água Mais Renda’, que estimula o produtor a tomar empréstimo para obras nessa área.” No entanto, representantes de entidades agrícolas criticaram alguns aspectos do atual plano. O vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, lembrou que grande parte dos programas planejados pelo Plano Safra foi criada, mas ainda não colocada em prática pelo governo. Exemplo disso são as leis que estabelecem a Política de Agroindústria Familiar e que oferecem crédito para saneamento de cooperativas, que já foram sancionadas mas ainda estão em fase de regulamentação. Já Vilson Alba, dirigente da Fetraf Sul, apontou a necessidade de investimentos em irrigação e energia elétrica, bem como o aporte de mais verbas para incentivar a produção agrícola. “O volume de recursos que é destinado para a agricultura no Estado não representa a importância da atividade na geração de nosso PIB”, destacou.

De acordo com os dados governamentais, nos primeiros seis meses de operação do Plano Safra estadual foram executados R$ 8,4 bilhões dos R$ 15 bilhões previstos para crédito rural, beneficiando 338.753 contratos. Desse montante, R$ 7,5 bilhões foram provenientes de bancos oficiais e cooperativas, enquanto R$ 807 milhões foram de recursos próprios do Banrisul. Apenas o Banco do Brasil disponibilizou R$ 5 bilhões para 188.847 operações, sendo R$ 862 milhões em investimentos.
Marcelo Beledeli

Comentários  

 
#1 fuque 04-05-2012 12:02
prescisamos que o nivel de endividamento baixe e nao que aumente na af ,asim estamos adiando a morte de nos mesmos
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