A Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) divulgou nesta semana o reconhecimento da Justiça do Trabalho de Joaçaba sobre a legião de lesionados em razão das precárias condições de trabalho oferecidas pela empresa Br. Foods. Segundo a Juíza do Trabalho de Joaçaba, Dra. Lisane Vieira, “a empresa não vem promovendo medidas suficientes e adequadas à eliminação dos fatores de risco para desenvolvimento de LER/DORT”. A Juíza do Trabalho, que atua na Vara de Joaçaba desde março de 2008 ressaltou que já “instruiu e mais de 300 ações indenizatórias em razão de doenças adquiridas e/ou agravadas pelas condições de trabalho que estavam submetidas, a grande maioria em razão de patologias conhecidas por LER/DORT”.
O trabalho do Coletivo da Juventude vem ganhando força, visibilidade e representatividade em diversas regiões de Santa Catarina. Nos últimos dias 19 e 24 de fevereiro as regiões da Encosta da Serra e Litoral Sul de Santa Catarina realizaram seu primeiro encontro do ano de 2010.
Nos dois encontros, realizados respectivamente em Rio Fortuna e Grão Pará, o Coletivo vai contar com o apoio do poder público municipal De acordo com a coordenadora Aline Nandi, o evento teve a garantia de diversas conquistas para a melhora na qualidade de vida do jovem rural junto à administração de Grão Pará e de Rio Fortuna.
Colheita da safra está no final e procedimentos do Ministério da Saúde para orientar fumicultores e profissionais da assistência médica não foram implantados a tempo. Fetraf-Brasil, ACT e universidade norte-americana se unem para garantir proteção às famílias de fumicultores.
A doença do tabaco verde (GTS – Green Tobacco Sickness), que atinge de 53% a 88% dos trabalhadores nas plantações de fumo da Índia, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), será alvo de investigações mais profundas no Brasil, a fim de medir sua incidência entre as famílias de fumicultores do país e, com isso, poder orientar melhor produtores e profissionais da saúde quanto aos cuidados e tratamentos administrados na rede pública. Com base em estudos preliminares, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil) já considera essa uma doença ocupacional das plantações de tabaco, causada pelo manuseio e exposição à nicotina liberada pelas folhas verdes de fumo durante a fase de colheita. Dores de cabeça, náuseas, tonturas, vômitos, fadiga, alterações repentinas de pressão e câimbras musculares são os principais sintomas da doença, registrados na literatura médica mundial. As pesquisas sobre o tema dão conta de que a concentração de nicotina na urina dos pacientes pode aumentar em até três vezes nessa época de intensa atividade produtiva.